Você sabia que, quando consumidos em excesso, os empanados fazem mal para a saúde?? Uma pena, não é? Afinal, os empanados de frango industrializados, conhecidos como steaks, são sempre atrativos pelo seu preço, sabor e praticidade em ser preparado. Mas, mesmo que suas embalagens tragam consigo informações que são produzidos a partir de carne de frango ou boi, eles podem ser uma pequena ilusão ao consumidor, podendo em muitos casos fazer mal para saúde. Portanto, os grandes culpados por esses malefícios são os inúmeros conservantes e aditivos químicos adicionados no processo de produção desses alimentos congelados.

Produção de empanados industrializados: como é feito?

Ao ler os ingredientes dos empanados no verso da embalagem, é comum vir especificado como principal ingrediente a carne mecanicamente processada. Essa carne mecanicamente processada é o reaproveitamento de restos da carne de aves e algumas vezes até partes dos seus ossos e pele que não teriam serventia após o abate.

Carne mecanicamente processada - Empanados fazem mal
Foto: R7

A partir disso, as partes são processadas para o preparo de uma pasta contendo traços dessa carne. Por outro lado, um ingrediente comum a ser observado é a gordura vegetal hidrogenada, conhecida gordura trans, responsável por dar aquele aspecto crocante e “sequinho” em muitos alimentos. E, como sabemos, o grande problema desse tipo de gordura, é que em longo prazo ela provoca o impedimento da dilatação dos vasos sanguíneos, impedindo a passagem sanguínea e entupimentos.

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Conservantes usados nos empanados fazem mal

Um dos maiores causadores de problemas para nossa saúde são os conservantes adicionados em produtos industrializados. No caso dos empanados industrializados, são adicionados diversos aditivos químicos como o tripolifosfato de sódio, conhecido como STPP. O STPP é um composto muito utilizado em produtos de limpeza como detergentes, limpadores sanitários e tem ação sequestrante de dureza. Além disso, o STPP é usado para reter a umidade, conservando sua validade. 

Outro aditivo químico utilizado, é o eritorbato de sódio. Nos alimentos ultraprocessados, ele atua como antioxidante e em conjunto com o espessante carragena, eles promovem a conservação da aparência do produto. Porém, o aditivo mais problemático, neste caso é o uso de realçadores de sabor.

Para realçar o sabor dos produtos industrializados é muito comum empregar o uso do glutamato monossódico. No passado, nós conhecíamos o glutamato apenas como um tempero. Contudo, o GMS é mais do que somente um tempero e na realidade, é um aditivo que em termos de sabor, possui um gosto fraco. Por essa questão, o glutamato é conhecido por enganar nosso paladar, criando uma espécie de quinto estado de sabor: o umami

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O que é Umami?

Umami é o gosto do aditivo glutamato monossódico. Mesmo não possuindo um gosto forte, ele é capaz de deixar os alimentos mais saborosos, enganando nosso paladar. Inclusive, é muito comum nós encontramos ele em diversos produtos industrializados e em muitas comidas japonesas, além de embutidos como o bacon, calabresas, linguiças, mortadela, entre outros.

Uso excessivo de glutamato monossódico faz mal?

Segundo a indicação de nutricionistas, o uso excessivo do glutamato monossódico, em pessoas sensíveis ou não, pode trazer consequências a saúde como problemas neurológicos. Não apenas os componentes químicos possuem riscos a saúde, mas também a quantidade de gordura e sódio que é encontrado nos empanados. Trazendo como consequência a obesidade, hipertensão, diabetes e outros problemas relacionados.

Por serem consideradas calorias vazias e de péssima qualidade, tenha sempre cuidados ao consumir alimentos industrializados como empanados, chickens e demais congelados. Não estamos recomendando o não uso dos produtos, mas sim um cuidado especial pelos malefícios que eles podem oferecer à saúde quando consumidos excessivamente. Afinal, até certos produtos comuns como a margarina, pode trazer malefícios para a saúde se consumidos em excesso.

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Referências

– TANAMATI AAC et al. Composição centesimal e quantificação de ácidos graxos em steak. Cienc. Tecnol. Aliment., 31: 178-83, 2011.

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